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Economia

Brasil cria 145,1 mil vagas em junho, pior resultado para o mês desde 2020

Redação · 29 de jul. de 2026

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Brasil cria 145,1 mil vagas em junho, pior resultado para o mês desde 2020

O Brasil criou 145,1 mil empregos formais em junho, acima do esperado pelo mercado, mas o pior resultado para o mês desde 2020, aponta o Caged. O dado deve pesar na decisão do Copom sobre a Selic na próxima semana.

O mercado de trabalho formal brasileiro abriu 145,1 mil vagas em junho, segundo dados do Novo Caged divulgados nesta quarta-feira (29) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O resultado veio acima da mediana das projeções de mercado, que apontava para algo entre 110 mil e 115 mil postos, e ficou próximo do teto das estimativas, de 147 mil. Apesar da surpresa positiva, o saldo de junho foi o menor para o mês desde 2020, quando a pandemia de Covid-19 levou ao fechamento de mais de 53 mil vagas no período. O número resulta de cerca de 2,22 milhões de admissões com carteira assinada contra um volume praticamente equivalente de desligamentos no mês. Com o resultado, o primeiro semestre de 2026 acumula 921,6 mil empregos formais criados, alta de 1,96% frente ao início do ano, mas em ritmo inferior ao registrado no mesmo período de 2025. O setor de serviços liderou a criação de vagas em junho, com 74,5 mil postos, enquanto os demais grupos de atividade econômica também fecharam o mês no positivo. Os números serão observados de perto pelo Banco Central: o Copom se reúne na próxima semana para decidir os rumos da Selic, hoje em 14,25% ao ano. Na última reunião, em junho, o colegiado cortou os juros até esse patamar, mas citou a resiliência do mercado de trabalho como fator de pressão sobre a inflação de serviços — um sinal que o resultado de junho reforça.