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Mundo
China e Rússia pedem fim do rearmamento do Japão em meio a tensões no Leste Asiático

Os chanceleres da China e da Rússia defenderam, neste sábado, maior coordenação para impedir o rearmamento do Japão e preservar os resultados da Segunda Guerra Mundial. A declaração ocorre em meio à piora das relações entre Pequim e Tóquio por causa de Taiwan.
Os chanceleres da China, Wang Yi, e da Rússia, Sergei Lavrov, defenderam neste sábado (25) o reforço da coordenação estratégica entre os dois países para impedir o rearmamento do Japão, em encontro realizado na sexta-feira (24) no Quirguistão, segundo comunicado do Ministério das Relações Exteriores chinês.
Segundo Wang Yi, China e Rússia devem "proteger os resultados da vitória na Segunda Guerra Mundial" e não permitir, "sob nenhuma circunstância", o avanço da remilitarização japonesa, citando a ampliação de capacidades ofensivas e de mísseis por Tóquio como fonte de preocupação para o equilíbrio regional.
O posicionamento ocorre em meio à deterioração das relações entre Pequim e Tóquio, agravada desde novembro de 2025, quando a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, sugeriu que um conflito em torno de Taiwan poderia representar ameaça existencial ao Japão — declaração interpretada pela China como sinal de possível envolvimento militar japonês em um confronto no estreito de Taiwan.
Desde então, a crise já provocou cancelamento de voos entre os dois países, queda no fluxo de turistas chineses ao Japão e novas restrições da China à exportação de produtos de uso duplo, alimentando um cenário de tensão crescente no Indo-Pacífico.
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