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EUA atacam projeto nuclear no Irã e conflito atinge Jordânia e Kuwait novamente
Os EUA atingiram o canteiro da futura central nuclear de Darkhovin, no sul do Irã, na madrugada deste domingo. Horas depois, mísseis iranianos miraram a Jordânia e uma usina do Kuwait foi atacada pela segunda vez em dois dias, ampliando o conflito no Oriente Médio.
A Organização de Energia Atômica do Irã confirmou neste domingo (19) que forças americanas atingiram, durante a madrugada, o canteiro de obras da futura central nuclear de Darkhovin, no sul do país, próximo à fronteira com o Iraque. Segundo autoridades iranianas, não há informações sobre vítimas ou riscos radiológicos até o momento. O projeto, iniciado ainda nos anos 1970 com investimento francês e retomado décadas depois com participação chinesa, nunca chegou a ser concluído.
Horas após o bombardeio americano, sirenes de alerta soaram na Jordânia. O Exército israelense informou que o Irã lançou mísseis em direção a Aqaba, cidade portuária no sul jordaniano, próxima das fronteiras com Israel e a Arábia Saudita. Moradores relataram explosões na região, mas ainda não está claro se os estrondos correspondem à interceptação dos projéteis ou a impactos diretos. A Jordânia tornou-se, nos últimos dias, um dos principais alvos do Irã contra posições americanas, depois que dois soldados dos EUA morreram e outros 30 ficaram feridos em ataques anteriores contra uma base instalada no país.
O Kuwait também voltou a ser alvo: uma central de produção de eletricidade e dessalinização foi atingida pelo Irã pela segunda vez em dois dias, segundo o Ministério da Eletricidade, Água e Energias Renováveis kuwaitiano, que classificou o ataque como "hediondo". O incêndio provocado atingiu diversas unidades de geração de energia, obrigando a ativação de planos de emergência. A infraestrutura é considerada crítica no país, já que a dessalinização garante cerca de 90% do abastecimento de água doce local.
A escalada, noticiada pela CNN Portugal, mostra que o conflito entre Irã e Estados Unidos já não está restrito a alvos militares dentro do território iraniano: projetos nucleares, aeroportos, portos, usinas elétricas e estações de dessalinização passaram a integrar os alvos de uma guerra que ameaça envolver um número cada vez maior de países da região.
Resumo das 18