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EUA e Irã sinalizam disposição para retomar negociações de paz

Redação · 21 de jul. de 2026

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EUA e Irã sinalizam disposição para retomar negociações de paz

Após nove dias seguidos de ataques mútuos, EUA e Irã sinalizaram nesta segunda-feira (20) disposição para retomar as negociações de paz. Mediadores propuseram um cessar-fogo de dez dias para tentar resgatar o acordo provisório firmado no mês passado.

Estados Unidos e Irã sinalizaram nesta segunda-feira (20) que estariam dispostos a retomar as negociações de paz, após mais de uma semana de troca de ataques que colocou em xeque a segurança de todo o Oriente Médio. As ofensivas militares recentes haviam enterrado o cessar-fogo firmado entre os dois países no mês passado, elevando o temor de um conflito em larga escala na região. Segundo um alto funcionário iraniano, mediadores apresentaram a Teerã uma proposta para conter a escalada: um cessar-fogo de dez dias que serviria para as partes tentarem retomar o acordo provisório anterior. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, confirmou a jornalistas que o país recebeu propostas para reduzir as tensões, mas não deu detalhes. Já o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, classificou o momento como uma "guerra em larga escala" com os Estados Unidos. O ministro do Interior iraniano viajou ainda nesta segunda ao Paquistão, país que atua como mediador no conflito. Do lado americano, o governo de Donald Trump também demonstrou abertura cautelosa para uma nova rodada de diplomacia. O secretário de Estado, Marco Rubio, disse a jornalistas no domingo (19) que, "se essa porta se abrir", ficaria "feliz em vê-la aberta" — mas ponderou que o comportamento do Irã precisa mudar antes de qualquer mudança na postura dos EUA. Mesmo com os sinais de abertura diplomática, os ataques mútuos continuaram nesta segunda-feira, a nona noite consecutiva de confrontos. A Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter atingido alvos militares americanos na Jordânia, no Kuwait e na Síria, enquanto mísseis dos EUA atingiram cidades iranianas, deixando ao menos uma morte, segundo agências estatais iranianas. O conflito também afeta o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz e ameaça o abastecimento de água em partes do Golfo, após ataques a instalações de dessalinização. Com informações da Folhapress, publicadas no jornal O Tempo.