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DESTAQUEJustiça
Ex-dono da Reag relata à PGR propinas de Vorcaro para autoridades públicas

João Carlos Mansur, ex-dono da gestora Reag, fechou delação premiada revelando que fundos da empresa serviram para disfarçar propinas de Daniel Vorcaro a autoridades. Ele pagará multa de R$ 40 milhões; acordo aguarda aval do STF.
João Carlos Mansur, fundador da gestora de investimentos Reag, fechou acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR) no âmbito da Operação Compliance Zero, que investiga o esquema de fraudes ligado ao Banco Master. Segundo revelou à Procuradoria, fundos administrados pela Reag foram usados para disfarçar o pagamento de propinas de Daniel Vorcaro, fundador do banco, a autoridades públicas.
Na colaboração, Mansur apontou pessoas que teriam atuado como "laranjas" de Vorcaro e detalhou a movimentação de recursos do esquema, incluindo valores que teriam sido enviados a contas no exterior. É a primeira delação formalizada dentro da operação, que apura irregularidades na gestão do banco, alvo de intervenção do Banco Central em novembro do ano passado.
Como parte do acordo, o ex-executivo se comprometeu a pagar multa de R$ 40 milhões. O termo de colaboração já foi enviado ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do caso, e aguarda homologação da Corte para produzir efeitos plenos.
O caso Master é um dos capítulos mais sensíveis da crise que hoje envolve o STF, a Polícia Federal e o governo, após a divulgação de mensagens que ligam o ministro Alexandre de Moraes a Vorcaro. A expectativa é que novos desdobramentos da delação de Mansur ajudem a PF e o Ministério Público a mapear a rede de pagamentos irregulares do banco.
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