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Fed mantém taxa de juros dos EUA entre 3,50% e 3,75% pela quinta vez seguida

Redação · 29 de jul. de 2026

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Fed mantém taxa de juros dos EUA entre 3,50% e 3,75% pela quinta vez seguida

O Fed manteve a taxa básica de juros dos EUA entre 3,50% e 3,75% ao ano nesta quarta (29), pela quinta reunião seguida. A decisão teve três votos dissidentes a favor de alta e pode influenciar a reunião do Copom na próxima semana.

O Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, decidiu nesta quarta-feira (29) manter a taxa básica de juros na faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano. É a quinta reunião seguida em que o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) opta pela manutenção, depois de três cortes consecutivos no fim do ano passado, em setembro, outubro e dezembro. A decisão foi tomada por 9 votos a 3, com dissidência pouco comum: os presidentes das regionais de Cleveland (Beth Hammack), Minneapolis (Neel Kashkari) e Dallas (Lorie Logan) defenderam alta de um quarto de ponto percentual, sinal de que parte do colegiado vê risco inflacionário maior do que o consenso do mercado. O presidente do Fed, Kevin Warsh, concedeu coletiva de imprensa logo após o anúncio para detalhar a leitura do banco central sobre a economia americana. O comunicado chega em meio a um cenário de indicadores mistos: o índice de preços ao consumidor desacelerou em junho, mas o índice de gastos com consumo pessoal (PCE), métrica preferida do Fed, ainda reflete os choques no petróleo provocados pelo conflito entre Estados Unidos e Irã, com o barril oscilando perto de US$ 85. Segundo reportagem do InfoMoney, o mercado chegou a precificar quase metade de chance de uma alta de juros neste mês, risco que perdeu força com o recuo da inflação ao consumidor em junho. A manutenção nos Estados Unidos tende a repercutir na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, marcada para a semana que vem, quando o colegiado brasileiro define os rumos da Selic, atualmente em 14,25% ao ano. Juros americanos mais altos por mais tempo tendem a pressionar o câmbio e reduzir o espaço para novos cortes no Brasil.