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Governo Lula nega visto a diplomatas dos EUA que questionariam eleições brasileiras

O governo brasileiro negou visto a dois funcionários do Departamento de Estado dos EUA que viajariam ao país para se reunir com o TSE e a campanha de Flávio Bolsonaro. Brasília viu risco de ingerência estrangeira no processo eleitoral de outubro.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva negou pedidos de visto a dois funcionários do Departamento de Estado dos Estados Unidos que planejavam viajar ao Brasil para se reunir com autoridades do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e com a campanha do pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL), segundo apuração da colunista Janaína Figueiredo, do UOL.
Os vistos haviam sido solicitados em 20 de julho para os diplomatas Riley M. Barnes e Samuel Samson, cuja viagem havia sido revelada originalmente pelo jornal The Washington Post. A diplomacia brasileira comunicou a negativa ao governo americano ainda nesta semana.
Segundo fontes ouvidas em Brasília, autoridades do governo brasileiro viram conexão entre a missão americana e movimentos recentes da campanha de Flávio Bolsonaro para questionar, com base em informações consideradas falsas, a segurança do processo eleitoral brasileiro — incluindo uma reunião do candidato com embaixadores estrangeiros no país.
O episódio ocorre no mesmo fim de semana em que Flávio Bolsonaro foi oficializado candidato à Presidência pelo PL, em convenção que contou com a presença do presidente argentino Javier Milei e uma mensagem em vídeo do premiê israelense Benjamin Netanyahu.
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