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Economia

Inflação na Alemanha sobe para 2,9% em agosto, puxada por combustíveis

Redação · 10 de set. de 2026

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Inflação na Alemanha sobe para 2,9% em agosto, puxada por combustíveis

O instituto alemão Destatis confirmou alta de 2,9% na inflação de agosto ante igual mês de 2025, 0,1 ponto acima de julho. O avanço foi puxado pelo encarecimento de combustíveis, refletindo o impacto da guerra entre EUA e Irã no preço do petróleo.

O instituto alemão de estatística Destatis confirmou nesta quinta-feira (10) que a inflação da Alemanha subiu para 2,9% em agosto, na comparação com o mesmo mês do ano passado. O número representa alta de 0,1 ponto percentual sobre a taxa registrada em julho (2,8%) e confirma a estimativa preliminar divulgada em 31 de agosto. O principal fator para a aceleração dos preços foi o encarecimento dos combustíveis, que subiram 27,7% na comparação com agosto de 2025. Segundo a presidente do Destatis, Ruth Brand, o movimento está diretamente ligado à escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã, que vem pressionando o preço internacional do petróleo. A cotação do barril de petróleo Brent ultrapassou os US$ 100 nesta semana, maior valor desde julho, após uma nova onda de ataques entre forças americanas e iranianas no Estreito de Ormuz, rota por onde passa parte relevante do petróleo comercializado globalmente. A pressão inflacionária na maior economia da zona do euro reacende o debate sobre os efeitos econômicos do conflito no Oriente Médio para países importadores de energia, incluindo o próprio Brasil, que também tem sentido o impacto da alta do petróleo nos preços de combustíveis internos.