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Irã busca trégua com mediadores no Paquistão após 10 noites de ataques dos EUA

Redação · 22 de jul. de 2026

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Irã busca trégua com mediadores no Paquistão após 10 noites de ataques dos EUA

O ministro do Interior do Irã se reuniu nesta terça com mediadores do Paquistão para tentar reativar o acordo que buscava encerrar a guerra com os EUA. Apesar da diplomacia, o Irã atacou um petroleiro no Estreito de Ormuz e os ataques dos EUA já somam dez noites seguidas.

O ministro do Interior do Irã, Eskandar Momeni, iniciou nesta terça-feira (21) uma rodada de reuniões com mediadores paquistaneses na base aérea de Nur Khan, em Rawalpindi, em mais uma tentativa de reativar o acordo provisório que havia sido firmado com os Estados Unidos no mês passado para encerrar os combates. O entendimento, no entanto, desmoronou diante da escalada recente dos ataques entre os dois países. Segundo informações da Associated Press repercutidas pelo Correio Braziliense, o Paquistão intensificou nos últimos dias os esforços diplomáticos para aproximar as partes, propondo em conjunto com o Catar que Irã e EUA retornem às posições que ocupavam antes de 9 de julho como primeiro passo para uma nova negociação. Ainda não está claro, porém, que tipo de acordo poderia de fato ser alcançado. Enquanto a diplomacia avança lentamente, o confronto no terreno segue intenso. Nas primeiras horas desta terça, o Irã atacou um navio-tanque no Estreito de Ormuz, obrigando a tripulação a abandonar a embarcação, e os Estados Unidos realizaram mais uma rodada de bombardeios contra território iraniano — a décima noite consecutiva de ataques. A movimentação de navios pelo estreito, rota por onde passa cerca de um quinto do petróleo e gás natural comercializados no mundo, está praticamente paralisada. A escalada também tem efeitos econômicos: o petróleo Brent era negociado nesta terça perto de US$ 90 o barril, e o preço médio da gasolina nos Estados Unidos subiu para US$ 4 por galão. O Departamento de Estado americano emitiu novo alerta a cidadãos dos EUA no exterior, e o presidente Donald Trump voltou a ameaçar retaliação caso soldados americanos continuem morrendo em ataques iranianos.