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Onda de calor histórica deixa quase 5,8 mil mortes acima do esperado na França
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Autoridades de saúde da França registraram excesso de mortalidade de 36% entre 17 de junho e 2 de julho, o pior índice desde a onda de calor de 2003. A região de Paris foi a mais afetada, com quase 2 mil mortes acima do esperado.
Uma onda de calor histórica que atingiu a França entre o fim de junho e o início de julho provocou pelo menos 5.764 mortes acima do esperado, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (22) pela agência de saúde pública do país. O número representa alta de 36% na mortalidade em comparação ao que seria esperado para o período sem temperaturas extremas.
É o maior excesso de mortes ligado a uma onda de calor no país desde 2003, quando um episódio semelhante matou cerca de 15 mil pessoas e mudou a forma como a França se prepara para eventos climáticos extremos. Entre 17 de junho e 2 de julho, as regiões afetadas registraram 21.674 mortes por todas as causas, cerca de 5,8 mil a mais do que os modelos estatísticos previam para condições normais.
A região de Paris foi a mais afetada, com quase 2 mil mortes acima do esperado — um salto de cerca de 80%. O país registrou nos dias 24 e 25 de junho a maior temperatura média nacional de sua história, 30°C, com termômetros passando de 40°C em diversas cidades.
Quase metade das mortes ocorreu em hospitais, e um terço em residências; o restante, principalmente em instituições de longa permanência para idosos. Segundo autoridades, o calor extremo agrava doenças cardiovasculares, respiratórias e renais, além de aumentar o risco de desidratação, e episódios como esse têm se tornado mais frequentes na Europa em meio ao aquecimento global.
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