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Onda migratória em Ceuta deixa cerca de 100 mortos e reacende tensão entre Espanha e Marrocos

O enclave espanhol de Ceuta recebeu mais de 50 mil migrantes em 24 horas, com cerca de 100 mortes. Especialistas divergem sobre uma possível conivência do governo marroquino com o fluxo migratório.
O enclave espanhol de Ceuta, no norte da África, registrou nos últimos dias uma nova onda migratória em massa: mais de 50 mil pessoas chegaram à cidade em 24 horas, com cerca de 100 mortes associadas à travessia, segundo balanço citado pela Agência Brasil.
O episódio reacendeu o debate sobre uma possível conivência do governo marroquino com a saída maciça de jovens rumo à fronteira espanhola. Especialistas ouvidos pela reportagem divergem: alguns, como o professor Nuno Carlos de Fragoso Vidal, da UFRJ, defendem que um fluxo dessa magnitude seria inviável sem anuência de Rabat, associando o episódio a uma possível retaliação à aproximação do governo de Pedro Sánchez com setores que apoiam a independência do Saara Ocidental. Outros, como o professor marroquino Mohammed Nadir, da UFABC, atribuem a onda à falta de perspectivas econômicas da juventude do país.
Segundo apuração do jornal espanhol El País, a inteligência da Espanha concluiu que Marrocos não planejou a movimentação, mas se omitiu diante dela por oportunismo político. Episódio semelhante já havia ocorrido em 2021, quando mais de 10 mil pessoas cruzaram a fronteira em poucos dias.
Fonte: Agência Brasil.
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